Museu Nacional - UFRJ

Africanos no Brasil

A presença de africanos e de seus descendentes no Brasil está marcada pela violência da escravidão e pelo pós-abolição. Apresentamos aqui objetos que nos mostram como os africanos se instalaram e recriaram seu mundo a partir do final do século XIX, em particular na Bahia e no Rio de Janeiro.

Temos objetos dos antigos candomblés do Rio de Janeiro conhecidos como zungus ou “casas de dar fortuna”. Ali se cultuavam inkices (bantu), orixás (yorubá) e voduns (jêje-mahi). Perseguidas, as casas eram invadidas e tinham seus objetos confiscados e levados pela polícia como provas materiais da prática de rituais na época proibidos. Os frequentadores dessas casas eram perseguidos e presos. Sabendo da existência desses objetos na Polícia da Corte, o então diretor do Museu Nacional, Ladislau Netto, ao longo da década de 1880, passou a pedir que lhe fossem enviados para estudo. O Museu Nacional, então, formou uma coleção que guarda as antigas técnicas de metalurgia e da arte em madeira, exemplos materiais das práticas religiosas dessa última geração de africanos e de seus descendentes diretos.

Temos igualmente uma coleção de objetos do Candomblé Nagô da Bahia formada em 1940 e complementada em 1953 pela antropóloga Heloísa Alberto Torres, então diretora do Museu Nacional. O candomblé nagô foi elaborado por africanos escravizados de língua yorubá trazidos para a Bahia. As esculturas em madeira representando os orixás foram esculpidas pelo artesão José Afonso de Santa Isabel.


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