Esta é uma das coleções mais antigas do Museu Nacional. Chegou ao Brasil em 1810, antes mesmo da criação do Museu, que foi em 1818. Ela resulta das relações diplomáticas entre o reino do Daomé, atual Benim, e o Brasil.
No ano de 1810, o rei Adandozan do Daomé enviou vários presentes a D. João, príncipe regente de Portugal que na ocasião vivia com a família real no Brasil. Eram objetos de seu uso pessoal, alguns deles de uso restrito do rei e dignatários do reino. Sabendo da assinatura do Tratado de Aliança e Amizade entre o Brasil e a Inglaterra, que em 1810 estabeleceu o fim gradual do tráfico de escravos, a embaixada do Daomé tentava negociar com D. João privilégios para o comércio de escravos com o Brasil. Na época, o reino do Daomé fazia guerra contra povos vizinhos e assim obtinha muitos prisioneiros, tendo se tornado um dos maiores exportadores de escravos para as Américas.
Ao virem para o Brasil, os embaixadores trouxeram presentes e também uma carta do rei Adandozan, hoje guardada no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Alguns desses presentes estão em exposição. Destaque para o trono, que sempre esteve exposto no Museu Nacional, e a bandeira, que mostra imagens de prisioneiros e decapitados. Enviar mensagens através de desenhos em tecidos era uma antiga prática no reino do Daomé. A bandeira registra as vitórias de Adandozan nas guerras contra seus inimigos.
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