O incêndio de 2018

Na noite de domingo, 02 de setembro de 2018, o Paço de São Cristóvão que abrigava grande parte do acervo do Museu Nacional foi atingido por um incêndio de grandes proporções. Este foi o maior desastre da história da instituição. Documentos, livros e coleções desapareceram; salas de aula, arquivos e laboratórios viraram escombros. Durante o incêndio, o corpo social do Museu Nacional foi tomado por um profundo sentimento de luto e de perda total. Felizmente, este não foi o desfecho obtido. Graças ao complexo trabalho das equipes que se dedicaram ao Núcleo de Resgate de Acervos, inúmeras coleções puderam ser recuperadas, parcial ou inteiramente modificadas pela ação do fogo.

As coleções do SEE foram severamente atingidas. O que era constituído de materiais frágeis e de pouca resistência, como é o caso das peças de plumária, tecido e madeira, foi profundamente danificado. A grande maioria, inclusive, desapareceu. Já boa parte de peças constituídas de materiais de maior durabilidade foi localizada e resgatada, como cerâmicas e metais.

Além das coleções que estavam guardadas na reserva técnica ou expostas nas salas de exibição, foram também destruídos os espaços e as condições de trabalho da equipe técnico-científica do SEE. Computadores, mobiliário e documentos não resistiram ao desastre.

Sem condições materiais para dar início ao trabalho no pós-incêndio, a equipe contou com a colaboração e solidariedade de uma instituição historicamente parceira: o Colégio Pedro II. A reitoria do Colégio cedeu então um espaço no Campus Tijuca para que a equipe pudesse retomar as atividades. Foi ali, com o apoio da direção daquela unidade, que o SEE iniciou o trabalho de reconstrução. O aporte financeiro veio inicialmente da Fundação Cultural Vale (2019-2022), que permitiu a obtenção de equipamentos, a contratação de profissionais de apoio, os estudos sobre sistemas de gerenciamento das coleções, a realização de oficinas com lideranças e representantes das comunidades de origem dos acervos e a aquisição, tratamento e acondicionamento das coleções resgatadas e de novas coleções. Posteriormente foram aportados recursos de projetos junto à FAPERJ, CNPq e CAPES, que atualmente possibilitam o desenvolvimento das atividades curatoriais.

 

 

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